A vida
Nas tardes que longas se vão
mais triste fica meu coração.
Falo de tristeza como quem fala de um irmão
pois nestes tempos tenho estado à solidão.
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Às noites, que frias vêm e vão
falo de mim e, por quê não?!
Mas, gostaria de falar de coisas boas,
que jamais outro alguém a alma entoa.
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Quem me dera acreditar que há futuro,
mas não o estou a esperar, está pois escuro.
Tenho medo de lhe fizer o que eu quero tanto,
tenho medo e não sei o que estamos esperando.
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Talvez não esteja entendendo o que lhe digo,
mas nos últimos dias não tenho tido amigos,
o som das flores não respiram minha vontade,
houve momentos em que vi felicidade.
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Há ainda dias piores que penso em morrer
há dias que penso em pessoas como você
e, no final acabo por sobreviver.
A coragem que tinha em mim se esvai
a medida que meu corpo recai,
sucumbe ao que não quero. Vida...
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2000.





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