sexta-feira, 25 de março de 2011

Duas poesias numa folha só

Fico pensando nas cousas que m’acontecem,

neste cotidiano em que meu espírito ensoberbece-se,

que mal tenho – uma vida – real ou que os dias são equitativos.

Penso na noite, no dia, em outros motivos

para não me indispor com todo o universo

ou apenas para fazer um único verso

que não fale de ódio ou rancor de mim ou do mundo,

penso nisto todos os dias e m’afogo neste mar profundo.

 

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Tenho versado sobre as adversidades

da vã vida vaga que venho vivendo.

Vou vendo virtudes sem verdades.

Vencendo, desvanecendo.

=

Quem me dera que alguém me quisesses

como quero alguém (!).

Quem me dera qu’eu me mantivesse

em amor e sem ninguém.

-

Sim, a loucura enaltece minha visão,

não vejo nada, só nada enxerga meu coração

e quem me dera acreditar

que não acontece o que estou a esperar,

que amanhã eu acordasse.

-

03-04-2000

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