Duas poesias numa folha só
Fico pensando nas cousas que m’acontecem,
neste cotidiano em que meu espírito ensoberbece-se,
que mal tenho – uma vida – real ou que os dias são equitativos.
Penso na noite, no dia, em outros motivos
para não me indispor com todo o universo
ou apenas para fazer um único verso
que não fale de ódio ou rancor de mim ou do mundo,
penso nisto todos os dias e m’afogo neste mar profundo.
Tenho versado sobre as adversidades
da vã vida vaga que venho vivendo.
Vou vendo virtudes sem verdades.
Vencendo, desvanecendo.
=
Quem me dera que alguém me quisesses
como quero alguém (!).
Quem me dera qu’eu me mantivesse
em amor e sem ninguém.
-
Sim, a loucura enaltece minha visão,
não vejo nada, só nada enxerga meu coração
e quem me dera acreditar
que não acontece o que estou a esperar,
que amanhã eu acordasse.
-
03-04-2000





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