Poesia da Morte
Por que sugerir ao mundo que o delito é maior
Se da escuridão me vem o novo medo de viver?
Tenho medo da vida, talvez mais que sei dizer.
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Não quero ter pressão alta nem diabetes,
Não quero deixar de sentir amor por outras pessoas,
Mas é assim: Nunca a canção mais bela é a que entoa.
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Sou mais que temeroso, por vezes fui temível – Bem sei disso.
Perdi a mim mesmo, quase perdi a vida, perdi o juízo.
Não posso dizer que creio em Deus, não creio no Diabo,
Não creio na vida, não creio nas pessoas: Não odeio nem sou odiado.
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Sei de cousas mil, sei quem sou, sei que não existe vida após a morte,
Não creio em ser mais que sempre fui, não creio na sorte.
Não quero mais viver.
Simplesmente cansei.
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15 de setembro de 2003.
Hugo Antonio





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