1.º de Abril
Era uma noite fria e o céu, embora claro, estava nublado. Caia uma chuva muito fina e desanimadora, eu estava por volta das 19 horas daquela noite de julho assistindo televisão, at[é que, de repente, houve uma falta de luz. Não se enxergava mais de que alguns metros a frente e ao redor. Eu estava exatamente sem saber o que fazer, até que surge-me uma idéia de ir do meu quarto, onde estava, até a casa de meus pais que, embora estivessem no mesmo quintal ficava cerca de 30 ou 40 metros em distância. Saí de meu quarto e, fui caminhando, caminhando até que por detrás de mim surge um vulto animalesco; apressei meus passos e, a medida que mais rápido eu andava, mais rápido o vulto se aproximava. Parei e me virei rapidamente, o vulto sumira e, com isso, minha imaginação começou a funcionar: -Será que alguém me segue? – pensei. Nisto, senti um arfar em minha garganta e, umas lambidas. Assustado, virei e, para minha surpresa, dentre os pingos de chuvas, lambidas e saliva deparei-me com a visão de meu cachorro, Leão. Passado o susto, continuei a ida, quando um raio partia o céu do norte ao sul por entre as nuvens, que, embora contínuas, deixava ver algumas estrelas que logo depois do raio começaram a passear de um lado para o outro; relapso e perplexo com a situação, voltei-me ao céu e, como por brincadeira, perguntei ao Leão se ele conseguia explicar o que acontecia e, por entre seus latidos, podia claramente identificar palavras que não podia compreender. Até que para o meu completo estarrecimento, pousa um objeto que tinha um círculo e, dentro deste círculo, um triângulo e, por sua vez, dentro do triângulo, uma esfera que se dividiu em duas partes, que me fascinavam de forma que não havia jamais sentido. Era um alegre e insensato torpor que me acometiam, não sentia mais a chuva em minha derme, que parecia anestesiada. Não conseguia reunir forças para esforçar nenhum movimento e, a cada vez que tentava um novo movimento meu corpo menos obedecia-me, até que somente meus ouvidos, olhos e mente davam resposta, mas, repentinamente, tudo se transformou em breu, o mais escuro e assombroso breu.
Não sei ao certo, em noção de tempo, mas, presumo que se passaram bem uns 70 ou 80 minutos, até que fui recobrando a consciência. Notei que estava em outro lugar que não me era desconhecido. Sentia uma incrível dor de cabeça e por todo o corpo, o que me fez entender que estava vivo e não me faltava nenhuma parte do corpo, eu estava deitado numa inclinada, num ângulo de 60º perpendicular ao solo e , a temperatura do solo, embora elevada era agradável, estranhamente agradável. Tentei identificar o local, até que uma luz glauca forçosamente adentrava minha retina. Ouvi uma voz que me era familiar e desconhecida a um só tempo. Ela dizia-me coisas que mesmo não sendo faladas em português ou outra língua que eu conhecia era facilmente por mim compreendida. A voz dizia-me o que queria saber mesmo antes de eu falar, parecia interpretar meus pensamentos. Até que me abandonou e, não mais obtive respostas e as luzes se apagaram.
Mesmo tonto e letárgico, levantei-me e uma visão me assustou, estarreceu-me. Eu estava diante de milhões de animais das espécies mais raras e abundantes, existiam uma cópia de cada espécime e, estranhamente falávamos uma única língua.
Era uma mundo ao mesmo tempo rústico e desenvolvido, conhecido e estranho. Existiam árvores que se entrelaçam a prédios de todos os tamanhos e formas der engenharia, acho que havia uma predileção a prédios de forma trapezangular.
Abril,Caia,chuva,julho,televisão,frente,passos,Parei,Será,Nisto,garganta
,Assustado,pingos,chuvas,cachorro,Leão,Passado,norte,nuvens,esfera,torpor,olhos
,mente,resposta,consciência,Notei,Sentia,temperatura,Tentei,Ouvi,língua,pensamentos,
respostas,Mesmo,espécime,mundo,Existiam,árvores,prédios,engenharia,metros,lambidas





0 comentários:
Postar um comentário