Nosso tempo
Que encanto é esse que não temos
não conhecíamos paz, há tempos,
os corações insanos calaram-se
no silêncio das almas que martirizavam-se
lutando por dias melhores da humanidade,
que insana, perfilava seus filhos em infelicidade.
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Eis o fardo que estamos a carregar:
a incompetência do que não se soube criar.
uns foram consumidos por ideias rotas,
outros morreram-se pelas drogas,
alguns mais mantiveram-se inertes à espera da próxima chicotada
e, os que sobraram fugiram sem escolher a estrada.
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Sujeitaram-se – esta geração – a humanos tais quais
eles não se julgam iguais.
inventaram leis hipócritas e escolheram ladrões por governantes.
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Que futuro há para nós? Aos que seguem o exemplo
daqueles que não deram exemplo.
Foi esta geração covarde e sem imagem sólida,
além de boba, vulgar e hipócrita.
Que futuro há para nós, senão destruir e refazer
ou chorar, se conformar e morrer.
Palavras, entretanto, não mudam o futuro
e, do passado aprenderei para o presente imaturo
não cometer erros iguais a esses do mundo.
12-03-2000.





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